quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

TURBINE O SEXO NA CAMA


 
                                  Homem colocando uma máscara erótica em uma mulher
Manter-se bem humorado é essencial porque não quem tem aguente ou suporte alguém de mau humor ao lado. Levar isso para a cama, então, é azedar de vez um bom sexo. Não esqueça que o orgasmo traz um relaxamento para o corpo e que contribui para uma ótima noite de sono.
Fingindo o orgasmo, será que é possível?
Se você for uma boa atriz, vai ser bem difícil ele perceber se está fingindo ou não. Existem mulheres que gemem muito bem, mexem muito bem e o homem não percebe de forma alguma e elas acabam enganando esse parceiro durante muito tempo. 'Isso acontece porque nós, mulheres, não liberamos nada, diferente do homem que quando tem um orgasmo ejacula. Ele pode até ter orgasmos sem ejacular, mas, na maioria das vezes, o faz', afirma Carla.
Ou seja, é possível. A questão é: será que vale a pena? Quem sai perdendo, ele, ela ou os dois? São questões para se pensar.
Vergonha do corpo
'Isso é tão complicado porque, por mais que a gente fale isso para as mulheres, entra por um ouvido e sai pelo outro', observa a sexóloga. Os homens, na hora do sexo, não estão mais preocupados com o corpo em si, mas sim com o desempenho da mulher na cama. Se você for uma mulher solta, desencanada com o sexo, uma mulher que topa coisas diferentes para a relação, ele não vai estar nem aí para o corpo.
Isso é uma questão muito da mulher: essa identificação que ela tem com esse corpo e a imagem corporal registrada na cabeça. Isso não é um ponto importante para os homens durante o sexo. Num primeiro momento pode ser até importante que essa 'embalagem', digamos assim, conte bastante, mas para o ato em si, o homem está mais preocupado com a performance sexual do que com o corpo.
Dizendo para ele que hoje não!
O jeito mais simples é abrindo a boca e falando. Esse é o único jeito. 'Ele não é obrigado a adivinhar, por meio do seu comportamento e das suas caras e bocas, o que você está sentindo ou se está com vontade ou não de fazer sexo', avalia a sexóloga. Conversem sobre a intimidade porque, infelizmente, esse é um grande problema entre os casais: a dificuldade de estabelecer um diálogo direto, franco e claro em relação à intimidade sexual.
É importante revelar ao parceiro que não você está a fim de sexo, que está cansada por isso e aquilo, que não está disponível hoje e até sugerir deixar para amanhã ou outro dia. 'A mulher acaba se submetendo a essa situação de uma forma muito de qualquer jeito apenas para cumprir o protocolo e acaba achando que, desse jeito, está tudo ok', ressalta Carla.
Se você não fizer isso, o homem vai perceber que a coisa não está legal no sexo, mas a diferença é que ele não entende o motivo. Então, tudo precisa ser conversado até porque os homens têm mais dificuldades para perceber questões emocionais e comportamentais da mulher do que ela nos homens. 'A mulher é mais ligada nessas coisas. A ruguinha que ele faz na testa já é motivo de alguma coisa para ela. Já ele nem percebe', afirma.
Fantasiar situações eróticas
Isso é bem comum de acontecer. Tem muitas mulheres que precisam ter controle da própria situação. Então, elas acabam criando certa fantasia ou se apegando a uma cena de um filme ou música que tenha um gingado especial para que possa se excitar. Isso é a necessidade que a mulher tem de estar sempre fantasiando com situações que são conhecidas e que estão sob o controle dela.
'Se para todas as relações sexuais ela precisar fixar algo nesse sentido para se excitar, é claro que essa mulher precisaria buscar uma ajuda psicológica porque ela não está conseguindo enxergar quem está na frente dela. Isso já denota uma dificuldade de entrega ao relacionamento afetivo', ressalta a sexóloga. Mas se for eventual, é mais do que saudável.
Perda do pique na cama
Se vocês estão casados há anos, mas sem o mesmo pique na cama, a culpa não é sua e nem de ninguém. Provavelmente acabou um pouco da paixão, um pouco do encantamento nessa relação. E esse assunto não foi tratado com o parceiro e este, por sua vez, não se deu conta deste esfriamento.
'O primeiro passo, sem dúvida, é que esse casal estabeleça um diálogo a respeito do que está acontecendo. Perguntas coisas simples como: você tem percebido que nosso ritmo diminuiu? Você tem percebido que nós não nos beijamos como antes?, são fundamentais. Questões desse tipo precisam ser levantadas', afirma.
Muito provavelmente essa paixão e esse encantamento acabaram com o próprio desgaste da relação. Os casais vão deixando as coisas acontecerem e entram no ritmo do dia a dia, deixando do jeito que está. 'São muitas situações que se compartilham numa relação: contas, educação dos filhos, até mesmo você compartilha o mau humor dele ou o mau humor dela quando chega do trabalho e brigou com o chefe', diz Carla.

Converse sobre a intimidade

O casal precisa aprender a conversar, mas essa conversa não é sobre filhos, trabalho ou vida alheia, por exemplo. O casal precisa aprender a conversar sobre a sua intimidade. Falar sobre tudo aquilo que compreende a vida sexual que envolve os dois. 'Diálogo empobrecido é uma das grandes causas das disfunções sexuais', observa a sexóloga. É preciso quebrar e romper essa barreira para os dois irem se atualizando sobre o que está acontecendo um com o outro.


Reserve um momento a dois


.O casal precisa, sempre que possível, ter um momento só para os dois. Sair para passear, namorar, jantar, pegar um cineminha, ir ao barzinho papear. Situações assim devem ser estimuladas por ambos para que a sensação do namoro permaneça na relação e também na cama.
Desperte a erotização e sensualidade
Casos como andar nu na frente do outro ou tomar banho juntos ajuda a manter acesa a erotização e sensualidade entre o casal. O casal precisa ter essa preocupação de estímulos permanentes com o desejo do outro. 'Eu sempre brinco nas palestras que faço dizendo que as pessoas, em certo momento, começam a dormir com camiseta de propaganda política ou então um moletom todo manchado e feio. Não pode esse descuido! Tem que se ter o cuidado de preservar o erotismo e sedução na cama', afirma Carla

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Soneca pós-sexo seria forma de evitar discussão de relacionamento

E mais: quem fica acordado sentiria mais desejo de carinho e ligação emocional do que quem dorme antes, diz estudo.

Quem dorme primeiro deixa o outro mais carente e evita discutir o relacionamento
Após uma boa noite de sexo com seu amor, ele vira para o lado e dorme ou é você que cai no sono primeiro? Quem fica acordado por mais tempo tem motivos para se irritar? Em um artigo publicado no Journal of Social, Evolutionary and Cultural Psychology, os pesquisadores Daniel Kruger, da Universidade de Michigan, e Susan Hughes, do Albright College, se dedicam a explicar os mecanismos da soneca pós-sexo
Os pesquisadores afirmam que dormir antes do parceiro pode ser uma atitude inconsciente para evitar conversas sobre compromisso ou problemas, a famosa DR (discussão de relacionamento). Se uma das partes decidisse evitar estas conversas com sinceridade, haveria grande possibilidade do outro se irritar ou ficar em dúvida quanto ao futuro do relacionamento. Dormindo, não há espaço para esse tipo de questionamento.
Ainda de acordo com as conclusões, quem fica acordado sentiria mais desejo de carinho e ligação emocional do que quem dorme antes. Isso porque o período pós-sexo representa um componente muito importante nos relacionamentos. É um momento em que as conversas sobre compromisso e ligação emocional tendem a acontecer com frequência. Quando um dos dois cai no sono muito rapidamente, essas conversas passam a não acontecer.
Mas muito se engana quem pensa que na maior parte dos casos quem pega no sono rápido são eles – os pesquisadores não encontraram diferença significativa nos depoimentos de homens e mulheres. Mas o curioso é que quando não há relação sexual, os homens costumam dormir depois das mulheres. E a teoria é curiosa: eles ficam acordados por mais tempo por um instinto de vigiar a parceira, para que ela não o deixe; ou então na tentativa de seduzir suas mulheres para o sexo. Será?
                

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Pare de procurar o ponto G

Se em 60 anos de estudos nem os cientistas o encontraram, por que você ainda está pensando nisso?
Desde 1950, quando o médico alemão Ernst Gräfenberg descreveu o ponto G pela primeira vez, cientistas, médicos e mulheres tentam encontrar esta área da vagina que, uma vez estimulada, seria responsável por altos níveis de excitação sexual e levaria ao orgasmo com facilidade.
Um grupo de pesquisa da Universidade de Yale, nos EUA, liderado pelo urologista Amichai Kilchevsky, se propôs a analisar artigos científicos publicados entre 1950 e 2011 em busca de evidências do ponto G. Revisaram então todos os estudos que destacassem algum dos seguintes termos: "ponto G", "ponto de Gräfenberg", "inervação vaginal", "orgasmo feminino", "zona erógena feminina" e "ejaculação feminina". A conclusão não poderia ser mais clara: após 60 anos de estudos, ainda não há evidências científicas sobre a existência do ponto G. "Anatomicamente ele não existe. A gente faz cirurgias, dissecções, e esse ponto não existe", afirma a ginecologista e terapeuta sexual Junia Dias de Lima.

Sozinha, a mulher deve explorar seu corpo e descobrir como e onde sente mais prazer.
Apesar disso, pesquisas indicam que a maioria das mulheres acredita no ponto G, mesmo as que nunca conseguiram localizar a tal área mágica em suas próprias vaginas. "Algumas mulheres vêem no ponto G uma espécie de tábua de salvação. Quando não conseguem ter prazer com seus parceiros, querem uma justificativa biológica, querem saber como achar o ponto G. Mas o sexo não é apenas biológico, é biopsicossocial. Costumo dizer que o ponto G está entre os ouvidos da mulher, fica no cérebro", diz o ginecologista e sexólogo Amaury Mendes Júnior, professor e médico do ambulatório de sexologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A busca pelo ponto G, em vez de resultar em prazer, pode causar frustração. "A mulher passa a achar que ela é a errada e diferente das demais. As pessoas são exibicionistas, gostam de falar que têm muitos orgasmos, mas não falam de seus problemas sexuais. Falamos de problemas de saúde diversos, dizer 'tenho enxaqueca' é até chique, mas dos problemas sexuais ninguém fala abertamente. A mulher que não consegue sentir prazer se sente muito frustrada", explica Junia.
Mas se o ponto G não existe e o caminho do prazer não é apenas biológico, o que a mulher deve fazer para ter relações sexuais gostosas e alcançar o orgasmo?
"Tem uma questão filosófica: as mulheres têm que entender que não devem tentar alcançar o orgasmo para agradar o homem. O prazer é individual, o outro não sente as suas sensações. Então a busca do prazer é para ela, não para o outro", diz Junia. "Cada pessoa tem um mapa erógeno, as áreas em que sente mais prazer, mas muita gente não sabe explorar sua individualidade", completa.
A psicóloga e sexóloga Carla Cecarello, coordenadora do Projeto Ambsex, afirma que o autoconhecimento e a masturbação são bons aliados. "A mulher precisa conhecer seu corpo, se tocar, fantasiar, ter um tempo só para ela, para descobrir as sensações que pode ter", explica Carla. "É muito eficiente estimular o clitóris, seja por fora da vagina, onde ele fica visível, ou por dentro, em direção à sua base".
E o parceiro, como fica nesta busca pelo prazer? "A mulher deve procurar uma boa pessoa para se relacionar – um homem, outra mulher, como preferir. Deve ser um companheiro interessante e interessado", diz Mendes Júnior. "O outro não deve cobrar, questionar se a mulher gozou ou não gozou. Isso gera ansiedade. O parceiro precisa ajudar a mulher a relaxar e se entregar ao sexo", aconselha Carla. "O sexo tem que ser bom para os dois. Tanto o homem como a mulher devem aceitar o outro como é, compartilhar e buscar juntos os caminhos do prazer", encerra Junia.
Ligia Helena, iG São Paulo.